Sábado, 9 de Maio de 2009

Republica comemora centenário com novo "regicidio"

Já aqui foi lançado o aviso sobre as fortes ligações entre a Sociedade Frente Tejo e a Comissão do Centenário da Republica, na gestão de mais de 155 milhões de euros para fazer uma "expo" sobre o centenário da RepublicaPois que a festa comece na Praça do Rei...Pois hoje o projecto para a Praça do Comércio foi "finalmente " apresentado.. depois de ter sido mantido em segredo durante mais de um mês, e inclui um substancial alargamento dos passeios e grandes restrições à circulação automóvel. A calçada à portuguesa desaparece do local, enquanto o Cais das Colunas surge transformado numa plataforma circular.pois...leram bem...a duas maiores referências da cultura portuguesa vão seguir o caminho do Rei D. Carlos e do Pricipe D.Luís Filipe e desaparecer debaixo da ignorância iluminada dos republicanos
No desenho não se percebe mas a placa central está elevadaO rigor histórico é tanto que o arquitecto Bruno Soares escolheu a cor térrea para vincar a ideia de que até ao final do sec XIX a Praça não estava calcetada"A remodelação do Terreiro do Paço tem de ficar pronta a tempo das comemorações do centenário da República, que se realizam em Outubro do ano que vem. E embora o projecto ontem apresentado seja aquele que, em princípio, irá por diante, ele poderá vir incorporar sugestões ou alterações sugeridas por todos aqueles que quiserem participar neste debate.Os desenhos serão colocados no site da Sociedade Frente Tejo a partir do próximo dia 12. O presidente desta entidade, o arquitecto Biencard Cruz, comprometeu-se ontem a “promover o envolvimento dos cidadãos” - “porque a praça é de todos, e não apenas dos especialistas” em urbanismo e arquitectura. "Quem olhar para a imagem vê linhas cruzadas no pavimento junto às arcadas ali, o pavimento será de lioz e terá desenhadas umas linhas desencontradas que correspondem às rotas de navegação dos portugueses no séc. XVI tal como aparecem nas cartas da época...será?Para outra interpretação podem até simular as trajectórias das balas dos vários regicidas que a Republica tão urgentemente quer comemorar...é que da Praça do Comércio não partiam as naus para as Descobertas pois sempre foi uma Praça de Poder por estar junto ao Paço Real, forte simbolo do Poder Real.Mesmo quando esta era o Terreiro do Paço não se encontrava na trajectória de ser arrebatada da utilidade publica ao ser transformada num enorme espaço sem qualquer utilidade exactamente no eixo viário central de LisboaMais uma vez a republica toma de assalto Lisboa para tomar para si o que é de todosAs reacções na blogoesfera foram várias e unânimes..trata-se de um atentado:Do Blogue Carmo e a Trindade" com o titulo "ACUDAM-NOS...... que isto magoa a alma lusitana!!""Sr. Arqº Bruno Soares, tem V. Exa. toda a legitimidade de defender a sua dama, e tanto quanto me é dado a entender e respeitar, elaborar os projectos mais sui generis - e que menos me agradem - que entenda, contudo gostaria de requerer à autarquia que não permita o assassinato da calçada portuguesa naquele local.(...)Agora vem o Sr. Arqº arruinar a calçada portuguesa tentando transformar o Terreiro do Paço em terra e losangos.De facto, já não estamos no Séc. XIX para termos terra no terreiro, e não estamos no Séc. XXIII para termos losangos ...Haja muita calma e paciência para aturar todas estas violências." Já o blogue "Andarilho" disserta:"quer-me parecer que qualquer que fosse a solução encontrada para modernizar tão importante local, valioso património da cidade, a calçada portuguesa não deveria desaparecer. Conquistar os lisboetas também passa por respeitar a identidade e tradição da cidade."O blogue "O Desproposito" lamenta o facto de não haver a hipotese de um Parque de estacionamento e da falta de "democracia" na forma como os projectos são apresentados"triste, escrevo, triste, é o facto da proposta de desenho para a "nova" Praça do Terreiro do Paço estar (mais uma vez...) sujeita ao quase clandestino "estatuto" de segredo de estado...".Comentário muito acertado sobre esta opinião, de um A.M:"vamos ser optimistas... como com isto agora do terreiro do paço (cada vez melhor...) é que vamos comemorar a "república" pode ser que ainda desistam do museu dos cochosde zoom em zoom até à vitoria final!..."O Blogue 2711 termina com a frase lapidar:"Quando não se tem mais nada para fazer, triste ideia, luta-se contra a calçada portuguesa."bem haja
Publicada por Ricardo Gomes da Silva

Domingo, 12 de Abril de 2009

Novo ENDEREÇO

Caros leitores

Por uma questão de simplificação de métodos e agilização de procedimentos mudamos para o novo endereço :


Boas Leituras
Cumprimentos

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Vá ao 1 de Maio

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Ops - A tentação da censura

A tentação da censura
 
A tentação da censura sempre foi uma constante nos pequenos e médios poderes portugueses. Na monarquia, na República, no salazarismo e até nos primeiros tempos após o 25 de Abril. Mas também recentemente casos como a apreensão de exemplares de um livro com uma obra de arte do século XIX, em Braga, ou o caso do computador Magalhães no carnaval de Torres Vedras, parecem sugerir indícios que esse intuito não abandonou totalmente as instituições do país nem os seus dirigentes.

Uma das formas da censura se manifestar foi a de actuar directamente sobre os jornais, “empastelando” as edições, fechando as redacções ou impedindo a sua publicação. Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, na Paródia de 19 de Setembro de 1900, caricatura o facto: o juiz Veiga, vestido de carrasco, prepara-se para decapitar para um cesto (Tribunal da Boa-Hora) os órgãos da imprensa republicana “A Pátria”, “O Paiz” e “A Lanterna”, levadas ao cadafalso (Governo Civil). A restante imprensa submete-se aos pés do magistrado. Em legenda: “Serão todos suprimidos. Todos quantos aqui estão (Aparte): E todos os que aparecerem”. Na figura, a assistir, dois jesuítas riem-se com satisfação.



Trinta anos depois a cena repete-se, adaptando o desenho anterior, desta vez no Sempre Fixe de 1 de Julho. Agora o juiz Veiga é substituído por Gomes da Costa, carregado de medalhas e com o símbolo de espadas no fato. As jovens desnudadas que representam os jornais têm um símbolo de copas como ferrete. O carrasco diz “Viva a República”, enquanto o Governo Civil é substituído pelo “Quartel do Carmo”, tendo como assistência satisfeita os representantes dos jornais Época e do Correio da Manhã, respectivamente jornais católico e monárquico dessa época. No cesto pode ler-se: “Não são permitidos os espaços em branco.”



E aqui me pergunto: passados 80 anos será que Bordalo Pinheiro encontraria razões para reeditar uma nova versão da caricatura?

p.s. : "E aqui me pergunto: passados 80 anos será que Bordalo Pinheiro encontraria razões para reeditar uma nova versão da caricatura?" Era já em república ! 

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

IDP - Nota da Conjuntura : A primeira visita internacional do Presidente Obama



Nota da Conjuntura : A primeira visita internacional do Presidente Obama

A Casa Branca anunciou que o presidente norte-americano Obama viajaria entre 31 de Março 31 e 5 de Abril para uma série de reuniões do G-20, OTAN e UE, em Inglaterra, França, Alemanha e R. Checa. A visita incluirá uma deslocação à Turquia, talvez para o Fórum da Aliança para as Civilizações, 6 e 7 de abril 6 em Istambul.

Esta visita é uma indicação da política externa dos E.U.A. para o Médio Oriente nos próximos quatro anos pois a Turquia serve como intermediária para a diplomacia americana no Médio Oriente. Se após DAVOS 2009, o presidente Peres pediu desculpa ao presidente Erdogan apesar de este o acusar publicamente de crimes contra a humanidade, é porque Israel sabia dos planos Obama-Clinton sobre o papel da Turquia no Médio Oriente.

No início da Guerra Fria, em 1947, Truman criou o ” Northern Tier” - Bloco Norte - (Grécia, Turquia, e Irão) como zona intermédia estratégica de contenção do comunismo e para proteger o Médio Oriente rico em petróleo. Agora os E.U.A tentarão criar um Novo Bloco, constituído pela Turquia e Iraque, estados clientes que permitirão que os E.U.A intervenham no equilíbrio regional.

Com a Turquia, os E.U. tentarão alterar a dinâmica no Médio Oriente. Mas o plano apenas funcionará se Israel cooperar e/ou se a situação interna no Iraque não se deteriorar com a saída de forças americanas. A Turquia tem relações boas com Irão, Síria, e a maioria dos estados árabes, e laços cordiais com o Hamas e o Fatah; ao mesmo tempo tem um relacionamento estratégico de longa data com Israel: é o mais útil dos clientes geopolíticos dos E.U.A. na região.

Como satélite dos E.U.A, a Turquia pode:

- Ajudar os E.U.A. a estabilizar o Iraque e incluí-lo como parte do ” Novo Bloco”;

- Ser um contrapeso na região Trans-Caspiana rica em recursos energéticos, equilibrando a influência da Rússia sobre a Europa nestes recursos

- Ajudar os E.U.A, a confrontar o Irão, com a intervenção da Rússia para trazer o Irão de regresso a uma atitude pró-Ocidental (como fez a Líbia) ou pelo menos, a abandonar planos de armas nucleares e não hostilizar Israel.

- Ajudar os E.U.A. a resolver a questão palestina, ou pelo menos diminuir as hostilidades à medida que se cria o estado palestino

- Ajudar os E.U. a trazer a Síria para uma relação semelhante à da Líbia com os E.U.A e a UE.

A Turquia espera que os seus serviços geopolíticos aos E.U.A. lhe permitam:

1. Erdogan ganha mais apoio do partido popular Islâmico confrontando Israel e suportando o estado da palestina, e satisfaz os partidos seculares e as forças armadas com políticas pro-E.U.A. Ganha mais ajuda militar, ajuda económica dos E.U., e melhores termos de empréstimos para desenvolvimento com o FMI.

2. Recebe apoio dos E.U.A para aderir à UE, adesão desejada pelos capitalistas turcos e a classe média urbana.

3. Ganha investimento, e ajuda militar no meio da crise económica que deixou a lira turca a perder muito mais que o euro e outras moedas europeias.

4. Poderá obter tecnologia nuclear, pois outros países balcânicos estão a mover-se nesse sentido.

5. Ganha, sobretudo, o prestígio de ser o catalisador do apoio aos EUA para o equilíbrio de forças regional, o que convém a secularistas e Islamistas nacionalistas.

Washington quer uma Turquia forte num Novo Bloco Norte, onde o Irão já é anti-americano há 30 anos e onde a Grécia não entra, pois depende da Rússia para energia e armamento e da China em comércio,. A tecnologia nuclear para a Turquia poderá ser uma moeda de troca para negociações dos E.U.A com Moscovo sobre as armas nucleares de Irão, ou o apoio do Irão ao Hizbollah e a política para com Israel.

Serão Obama Clinton mais astutos do que os seus antecessores que geriram em relações russo americanas como se estivessem ainda na Guerra Fria. Conforme os EUA utilizarem a tensão entre a ala mais liberal (ou laissez-faire) de Medvedev e a ala proteccionista de Putin que representa os antigos agentes da KGB que agora são gestores na área da energia, a Rússia será um obstáculo ou um apoio ao plano americano de tornar a Turquia como a plataforma giratória do Novo Bloco que inclui o Iraque. A Rússia estará disposta a negociar conforme Obama fôr flexível nos dossiers: defesa com mísseis, Ucrânia e Geórgia como membros da OTAN, cooperação NATO-Rússia, o respeito para com zonas históricas de influência russa, e antagonismos nos pipelines Russos e Trans-Caspianos.

A posição de Israel vai depender de como Obama-Clinton enfrentarem o poderoso lobby de Israel e se este aceita o novo “Bloco Norte” e que preço está disposto a pagar a Israel.

A administração Bush II serviu bem o complexo militar industrial com uma política externa imprudente, e o síndroma ” Dr. Strangelove” dominou a Casa Branca, o Pentágono e os Negócios Estrangeiros, pagando a quem se fazia pagar. Mesmo quando o síndroma “Dr. Strangelove” provou ser ruinoso para os interesses económicos e geopolíticos a longo prazo dos E.U.A., Bush-Cheney não mudaram. Como alguém disse na saída de Bush, “a sombra dos anões só é grande, quando o dia já vai tardio”.

É muito cedo para dizer para onde vai a administração Obama na política externa mas é evidente que quer mais diálogo e satisfazer os nacionalistas caseiros com a caça aos terroristas no Afeganistão. A crise económica mundial e as fraquezas relativas dos E.U.A. forçarão Washington a adoptar uma aproximação multilateral e focalizar mais no hemisfério ocidental e no Médio Oriente. O plano do Novo Bloco norte tema a marca de Clinton mas só terá algum sucesso se Rússia, Israel e a UE cooperarem. Entretanto, se funcionar, o plano poderia trazer a estabilidade relativa ao Médio Oriente e permitir que a administração Obama passe a reforçar o relacionamento com a Ásia que é necessária por razões económicas e geopolíticas de equilíbrio com a União Europeia e a Rússia.

Instituto da Democracia Portuguesa

Pólo de Segurança Humana

Lisboa, 11 de Março de 2009

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Autarca do PSD ameaça desfilar pelas ruas de Tabuaço com a bandeira da Monarquia


José Pinto dos Santos: “Em 100 anos, a República não construiu um único metro de estrada nova em Tabuaço” 
09.03.2009 - 19h24 Pedro Garcias


José Pinto dos Santos, o social-democrata que preside à Câmara Municipal de Tabuaço desde 1989, parece saído do universo literário de Camilo Castelo Branco ou de Eça de Queiróz. Há algo de romanesco na sua estatura meã e no seu ar civilizado, discreto, ponderado, religioso até, embora não seja fácil encontrar um epítome na vasta obra de ambos. Mas, para abreviarmos o retrato, digamos que tem um pouco de Jacinto, de “A Cidade e as Serras”, e de Calisto Elói, de “ A queda de um anjo”.

No seu caso, “iluminou-se” em Lisboa, onde se formou em Direito na Universidade Clássica, e veio fazer carreira para uma das mais pacatas e isoladas vilas durienses, rodeada de fraguedos, despenhadeiros e vales ancaixados cobertos de vinhas e bosquetes. Aos 58 anos, depois de ter passado vinte sem ninguém o ouvir dar um murro na mesa, fez uma ameaça que, apesar de inofensiva, tem o mesmo efeito de uma declaração de independência: “Se até ao dia 5 de Outubro de 2010 [data do centenário da República] não houver um metro de estrada nova em Tabuaço, nesse dia, eu, humildemente, visto uma túnica e coloco uma coroa de espinhos e, em gesto de agradecimento, empunho a bandeira da Monarquia, porque a da República não nos valeu de nada”. 

O autarca não aceita que num país onde se quase todas as semanas se anuncia uma auto-estrada nova, haja um concelho, o seu, onde, em quase 100 anos de República, “não foi construído um único metro de estrada nova”. “Fizeram-se alguns melhoramentos, mas as estradas que existem são do tempo da Monarquia”, lembra. “Até parece que Tabuaço foi criado pelo demónio, para ser esquecido pelos sucessivos governos”, queixa-se. E as estradas que existem são feitas de curvas e contracurvas, seguindo rentes a despenhadeiros. “É um martírio chegar e sair de Tabuaço. As pessoas até chegam cá amarelas”, continua Pinto de Sousa. 

Estrada nova entre Tabuaço e Armamar

A solução para acabar com o calvário actual passa por construir uma estrada nova entre Tabuaço e Armamar, com ligação ao nó de Valdigem da A24 e daqui para o resto do país e do mundo. A estrada faz parte do Plano Rodoviário Nacional desde o tempo de João Cravinho e já teve um estudo prévio, mas o seu custo apontava para 40 milhões de euros. O actual Governo e a empresa Estradas de Portugal (EP) acharam muito dinheiro para apenas 18 quilómetros de estrada e, para facilitar as coisas, José Pinto de Sousa já abdicou de dois quilómetros de uma variante a Tabuaço e aceita que a dimensão e o número de viadutos seja inferior. “Estou convencido que com menos de 25 milhões de euros se faz a estrada”, diz. A EP quer gastar ainda menos e estará a fazer um projecto mais modesto. 

O autarca já aceita qualquer coisa, só quer que lhe façam a estrada. “Eu comungo dos ideias da República, da igualdade, da fraternidade e da solidariedade, mas este esquecimento de Tabuaço é um problema nacional que deve envergonhar todos os republicanos”, indigna-se. Ironia das ironias, foi em Tabuaço que, no século XIX, nasceu Abel Botelho, um dos elementos da comissão que concebeu a bandeira da República. Ate por isso, o autarca exige “mais respeito”.

“Quem me conhece, sabe que não sou nenhum provinciano que só pensa em Tabuaço. Também não gosto de carnavais e não tenciono passar por primo de Alberto João Jardim, mas chegou a hora de dizer basta”, diz. “Não tolero mais este esquecimento. Esta estrada é uma espinha atravessada no meu coração. E, se nada for feito até ao dia 5 de Outubro de 2010, sozinho ou acompanhado, vou mesmo desfilar pelas ruas de Tabuaço com a bandeira da Monarquia”, garante. Já dizia Miguel Unamuno que “a pior das iras é a ira dos mansos”.

Sexta-feira, 6 de Março de 2009

IDP - 4ª sessão - Conferências - Bernard Lonergan


Março 6, 2009

 

 

Terá lugar, sábado, entre as 9h30 e as 13H00, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, a 4ª sessão e última sessão do Ciclo  Introdução ao Pensamento Económico de Bernard Lonergan.

Além da comunicação do dr. Ricardo Gomes da Silva, contará com a participação do Dr Vitor Bento que nos falará da Gestão da Dívida Pública Portuguesa e do Prof Braga de Macedo, sobre  Comércio Internacional.
São especialistas de renome europeu sobre as matérias.

Instituto da Democracia Portuguesa
www.democraciaportuguesa.org 

Av. Elias Garcia, nº10, 1º Esq.
1000-149 Lisboa
PORTUGAL
Tel: 92 6720181